Temo por meu futuro filosófico. Tenho uma incapacidade de entender o que as pessoas falam logo quando falam. Eu preciso de um tempo de… digestão. Talvez seja por isso que eu devoro livros de literatura em um ou dois dias, mas demoro uma eternidade para enteder os argumentos de um texto filosófico.
Ontem tive um avanço no saguão do aeroporto discutindo filosofia com Jó e Tncy. Não posso falar da teoria ainda, pois não quero ter problemas de direitos autorais com meu co-orientador, mas do meu ponto de vista foi uma boa discussão filosófica. Eu consegui ouvir os argumentos e pensar sobre eles na hora.
Como eu tenho certeza que ele não vai ler isso, meu livro que será lançado logo depois do livro do Jó se chamará: “Filosofia de Saguão de Aeroporto”. Mudei o título hoje porque não será só de conversas com Jó e Tncy, mas também de meus próprios estudos e pensamentos, pois a maioria acontece em saguãos e plataformas de aeroportos, por incrível que pareça.
Tem alguma coisa nesses lugares que me instiga a estudar e ler filosofia, como se fosse a imagem que eu quero passar nessas situações, a imagem de uma pessoa culta e curiosa. A imagem de uma futura filósofa. Igual eu vi Yamandú Costa num aeroporto, ele estava tocando seu violão bem de leve, e eu não o reconheci no momento, mas essa era a imagem que ele queria passar, que ele era um violinista que não conseguia ficar longe de seu violão por 10 minutos…
Por enquanto temo por meu futuro filosófico. Temo por não me acher capaz ainda. Mas eu ainda serei a “última bolacha do pacote”!
Futuro Filosófico
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