Temo por meu futuro filosófico. Tenho uma incapacidade de entender o que as pessoas falam logo quando falam. Eu preciso de um tempo de… digestão. Talvez seja por isso que eu devoro livros de literatura em um ou dois dias, mas demoro uma eternidade para enteder os argumentos de um texto filosófico.
Ontem tive um avanço no saguão do aeroporto discutindo filosofia com Jó e Tncy. Não posso falar da teoria ainda, pois não quero ter problemas de direitos autorais com meu co-orientador, mas do meu ponto de vista foi uma boa discussão filosófica. Eu consegui ouvir os argumentos e pensar sobre eles na hora.
Como eu tenho certeza que ele não vai ler isso, meu livro que será lançado logo depois do livro do Jó se chamará: “Filosofia de Saguão de Aeroporto”. Mudei o título hoje porque não será só de conversas com Jó e Tncy, mas também de meus próprios estudos e pensamentos, pois a maioria acontece em saguãos e plataformas de aeroportos, por incrível que pareça.
Tem alguma coisa nesses lugares que me instiga a estudar e ler filosofia, como se fosse a imagem que eu quero passar nessas situações, a imagem de uma pessoa culta e curiosa. A imagem de uma futura filósofa. Igual eu vi Yamandú Costa num aeroporto, ele estava tocando seu violão bem de leve, e eu não o reconheci no momento, mas essa era a imagem que ele queria passar, que ele era um violinista que não conseguia ficar longe de seu violão por 10 minutos…
Por enquanto temo por meu futuro filosófico. Temo por não me acher capaz ainda. Mas eu ainda serei a “última bolacha do pacote”!
Futuro Filosófico
Apelo…
Me espanta o quanto pessoas aparentemente tão parecidas podem pensar coisas tão diferentes, e vice-versa. (O mais importante na frase sendo o “vice-versa”)
De modo que quando eu vejo que meus amigos de vez em quando pensam como eu, me deixa maravilhada, tanto quanto eu fiquei ao entrar na graduação e perceber que eu não era a única pessoa estranha no mundo.
Contextualizando: eu falo de casamento e comprar uma casa, etc. e sempre me achei precoce neste sentido, de pensar no futuro e fazer planos… ter “sonhos” altos e distantes. Eu nunca pensei que todos, em algum momento da vida, fazia isso. Percebo agora que fazem, às vezes tardiamente.
Não quero parecer mãe, nem “acima da carne seca”, mas acredito que já tive as dúvidas sobre mudança de planos, sonhos altos demais e um certo medo do futuro. Acredito piamente no ditado: “amanhã ainda não existe e ontem já passou, só nos resta o Agora”, e isso não deve trazer medo, deve trazer esperança de que é possível fazer o Hoje diferente. Parece livro de auto-ajuda, mas qualquer mudança de atitude pode melhorar Hoje, e Hoje é só o que temos… A vida é curta demais pra ficarmos escondendo blogs…
Futuro permanente?
Como você sabe do que vai precisar no futuro?
Fico me perguntando se são esses obstácuos que impedem as pessoas de mudar seus planos, de mudar suas vidas. A solução? Pensar em todas as possibilidades e se preparar pra todas? Ou escolher uma e ficar com ela haja o que houver?
Não creio que seja assim tão simples. Aliás, nada é assim tão simples.
Acredito que sempre se deve ter um plano B, por mais difícil que seja aceitar que o plano principal pode dar errado. Mas mesmo que o plano principal não dê errado e você queira simplesmente mudar.
Pois é, meus planos mudaram e eu não sei por que não me preparei pra isso. Não que os planos novos sejam impossíveis agora, mas estão consideravelmente mais difíceis. Várias características do meu plano inical, que haviam se mantido no plano atual, têm sua probabilidade de existência muito perto de nula.
Bom… “lesson learned”, mas fica a enquete…
Acesso de Loucura pré-Envelhecimento
Amanhã é meu aniversário e tenho pensado muito sobre ficar mais velha. Preciso colocar no papel mais uma vez, de forma mais madura, meus objetivos, desejos, reclamações e medos.
Claro que não vou escrever os detalhes íntimos no blog, mesmo que ninguém leia, mas vou relatar um pouco dessa trajetória de amadurecimento.
Meus objetivos são sempre os mesmos, sucesso profissional e família, mas como planejo chegar a eles que mudou drasticamente. “Sucesso profissional” não é mais ter o melhor salário ou ir trabalhar todos os dias, inclusive finais de semana, das 8h as 22h. Isso não é viver. Meu “sucesso profissional” será concretizado quando a vida me apresentar certos requisitos: um salário suficiente para sustentar minha família confortavelmente; tempo livre suficiente para que eu possa aproveitar essa família; e satisfação suficiente para que eu não sinta repulsão ao trabalho em si. O resto é lucro.
O meu medo é sempre de não alcançar esses objetivos. Não conheço ninguém que já conseguiu atingir isso sem ficar louca.
Será que eu devo correr o risco??
Música e Silêncio
Já conversei um monte sobre isso com meus amigos, principalmente os que moram comigo. O negócio é o seguinte: eu não consigo fazer nada, a não ser ler livros de ficção, sem música. Até aí, tudo bem, certo? Mas eu esqueço que o rádio está ligado, vou fazer outras coisase deixo o rádio lá, atrapalhando ou outros.
Isso já foi resolvido, o rádio agora fica no quarto. Mas eu queria descobrir por que eu preciso dessa música… começei a tentar fazer as coisas sem ligar o rádio, ou colocar mp3. Parece que a coisa não flui. É como se a música me destraísse de um barulho interno, um “bzzzzz” constante do meu cérebro. No silêncio, o pensamento corre solto, como num sonho, ou melhor, um pesadelo. O pensamento sem foco percorre monstros e gigantes discursivos que só o pensamento focado e lógico consegue derrotar.
Eu tenho medo dos meus pensamentos no silêncio. Por isso a música é minha droga, meu vício que salva a mente.

Desculpe a divagação, só pra não deixar o blog muito parado…
Katy Perry vs. Lily Allen
Apesar de eu ter o cd da Katy Perry no meu PSP e constantemente ouvi-lo, não acho que ela seja algo especial. Aliás, concordo com a Lily Allen, a KP é uma cópia americana e mal-feita de Lily.
Mesmo assim eu gosto da música “Mannequin”, é bem legal…
Chuvas de Verão
♣ Nada como uma chuvinha pra dar sono… ainda mais não tendo muito o que fazer…
♠ agora que eu descobri como fazer esses simbolozinhos de baralho
♦ realmente não tem nada pra fazer…
♥ bom, vou fazer alguma coisa!
A Cidade do Pecado… e de Crise?
Meus amigos sabem que acabei de voltar de viagem. Fui à tão famosa Cidade do Pecado, Las Vegas, NV. Fui pensando assim: “”Putz! Eu queria comprar um monte de coisa mas deve tá tudo caro por causa da crise, nem vou poder comprar nada…”
Aí eu chego lá e vem um monte de surpresas. Primeira que eu não tinha nem idéia como seria a cidade, eu não tinha noção de que era um deserto! Eu juro de pé junto que vi uma bola de feno cruzar a rodovia com o vento, devia ter filmado.
Segundo se vê uma mudança drástica nas propagandas atualmente. Antes as propagandas eram assim: “Compre isso porque funciona e é muito bom pra você!”… Mas agora tá tipo: “Compre isso porque assim você economiza tantos porcento na sua conta de aquecimento/ar condicionado/energia elétrica/etc!” É isso que a crise mudou, as propagandas.
Aí beleza, então tá o mundo inteiro em crise, nem vo comprar meu laptop ou o psp que eu queria, mas… vamos lá na loja ver quanto tá. SURPRESA: o laptop que no mercado livre só se acha por R$3.700,00 tá US$640,00 =0 como?!?!?! Não era pra tá caríssimo por causa dessa tal crise?!
Tudo bem, comida e tudo que é necessário para sobrevivencia realmente ficou mais caro, mas tudo que não é ficou mais barato. Mas se importamos tudo isso, por que aqui está caro?? Tem alguém lucrando com isso tudo!
Além disso, todo mundo falando de estar desempregado e ter sido “let go”, mas vai no McDonalds ou no Burger King, sempre tem uma plaquinha dizendo “Contratando”. Me perdoe, mas se o mundo estivesse em crise e não tivesse grana pra comer, eu seria a primeira a montar hamburgers.
Bom, fora essa minha crise pessoal, a viagem foi super legal! Vi todos os casinos que havia visto em filmes, apesar de não poder jogar nada (tem que ter mais de 21 anos, só terei isso quando formar da facu…). Vi o Love, espetáculo do Cirque du Soleil com músicas dos Beatles, foi perfeito! Descobri que na Cidade do Pecado as regras são diferentes… descobri que se você dança mas não é professora de balé, em Las Vegas sempre há emprego, seja como prostituta mesmo ou como dançarina do Treasure Island.
O que eu mais gostei foi o show de águas do Bellagio. Não sei se foi o 11 Homens e 1 Segredo mas esse hotel/casino ficou mesmo na memória. Perfeito!
É isso…
Acostume-se…
Ontem a gente foi lá em São Paulo, na famosa Rua Sta. Ifigênia (ou Efigênia, depende de quem fala), algo que fazemos regularmente. Percebi várias coisas lá, uma delas foi que eu tenho uma facilidade muito grande de me acostumar com as coisas.
Na primeira vez que fomos lá comprar meu computador, ficamos o dia todo em função disso, eu achei o movimento na rua tão intenso, achei difícil acompanhar meus amigos e foi extremamente cansativo andar tudo aquilo.
Ontem andamos mais de três vezes o que tínhamos andado no primeiro dia e fiquei até menos cansada. Conseguimos comprar um computador melhor que o meu por 3/4 do preço, além de várias outras coisas… tanto que um monitor teve que ir no colo, o porta-malas tava cheio! Me acostumei tanto com o número de pessoas que não perdi ninguém de vista. Mas dessa vez aconteceu algo inédito pra mim: um moleque tentou roubar fones de ouvido de uma das lojas. O dono da loja saiu correndo atrás dele gritando: “pega… pega ladrão”. Conseguiram pegar o moleque e deram uma surra nele.
Meus amigos, (se algum deles estiver lendo) devem estar se perguntando por que eu fui escrever uma história dessa no blog… Mas eu respondo, porque me afeta. Não sou fresca ao ponto de isso me afeta no sentido de que alguém poderia ter me roubado, mas me afeta no sentido de que me faz pensar na situação como um todo.
Eu penso nos motivos que aquele indivíduo teve pra fazer o que fez. Se foi fome, continuar o uso de drogas ou simplesmente pela brincadeira. Se for esse último o cara foi muito idiota… aliás qualquer que tenha sido o motivo ele foi idiota de roubar de qualquer um daquela rua, como a maioria da mercadoria lá é contrabandiada eles não tendem a chamar a polícia, logo, quando pegam o cara mesmo que dias depois, é surra na certa! Agora, se foi fome me perdoe, mas ele não vai comer fones de ouvido. Além do que fones de ouvido custam, em média, 25 reais e com isso não dá pra comprar uma cesta básica! Então, ou o moleque rouba um fone de ouvido por dia, dez dias por mês (no estado de São Paulo a cesta básica estva custando R$ 252,13 em julho) para ele comer. Acho difícil…
Só que agora eu vou fazer o que sempre faço: vou deixar o assunto mais legal pra outro dia. Se o indivíduo roubou pra consumir drogas, não vou discutir aqui, hoje, o ato de usar drogas. Acho que esse é um assunto até mais profundo que demoraria horas pra eu redigir um texto minimamente compreensível.
hehehe… mais um texto inútil e mal escrito, se alguém realmente lê esses textos, por favor me avise que eu tento melhorá-los, tá?
Até a próxima
Só Pra Não Deixar Parado
Hoje, exatamente 1 mês depois do meu último post, decidi não deixar o blog parado por mais de um mês (a não ser que eu esteja viajando). Acho que é uma boa decisão… assim não posso parar de escrever do nada!
Nessas férias vi uma praia muito linda, tive meu celular roubado, gastei mais do que meu orçamento permitia e dormi demais! Aí eu penso: para que servem as férias?
- descansar
- comer
- relaxar
- ir nos médicos
- pôr a vida em ordem
- planejar o futuro
Acho que desses só fiz o segundo, o terceiro e o último. Difícil descansar se acordamos cedo pra pegar praia; fui em uma médica, não em todos que deveria ter ido; não pus minha vida em ordem, pois longe de minha casa me sinto longe de minha vida. Agora, planejei o futuro. Mentira, só decidi que irei terminar minha graduação antes de prestar outro curso. Uma decisão justa, creio eu. Justa porque isso me dá tempo para me descobrir e decidir com certeza qual será o próximo curso, além de não ser muito trabalho, hehehe.
Algumas pessoas acham ruim que eu não dou muita importância para as aulas, mas passo mesmo assim. Claro, não passo com 10 em todas, mas não bombo facilmente. Uma pequena das grandes razões que me deixam descontente com minha atual graduação é que não requer muito esforço pra fechar as matérias, mas o esforço necessário é simplesmente físico. Estamos aqui apenas reproduzindo.
Aí alguém me diz: “mas no (próximo curso) você também irá apenas reproduzir…” Sim, concordo. Há apenas uma diferença: na reprodução do (próximo curso) esta reprodução contribuirá algum bem para este mundo, onde a reprodução que faço atualmente só contribui para o desperdício de papel e tinta.
Bom, deixo isso para outra discussão…
Até.


